Pense nisso 
"O amor que você quer encontrar nos outros, a paz que reclama e tenta
encontrar, dependem de você."
O diálogo, base de toda a convivência, também depende de você.
O caminho para a renovação depende de você. A realização que você julga
especial depende de você.
A organização que tanto apregoa depende de você.
Ponderar, queixar-se ou produzir; atrapalhar ou servir; desprezar ou
valorizar; revoltar-se ou colaborar; adoecer ou curar; rebaixar ou elevar;
monologar ou dialogar; ensimesmar-se ou se abrir; estacionar ou progredir:
tudo é uma questão de escolha.
E essa escolha depende unicamente de você."
:: Postado por
Clau
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01h10 AM
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ÁRVORE DOS PROBLEMAS
Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar
a arrumar algumas coisas na sua fazenda.
O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil.
O pneu do seu carro furou.
A serra elétrica quebrou.
Cortou o dedo.
E ao final do dia, o seu carro não funcionou.
O homem que contratou o carpinteiro ofereceu uma carona para casa.
Durante o caminho, o carpinteiro não falou nada.
Quando chegaram a sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar
e conhecer a sua família.
Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente,
o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos.
Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se.
Os traços tensos do seu rosto transformaram-se
em um grande sorriso, e ele abraçou os seus filhos e beijou a sua esposa.
Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro.
Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou:
- Porque você tocou na planta antes de entrar em casa?
- Ah! esta é a minha Árvore dos Problemas.
- Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho, mas estes problemas não devem chegar até os meus filhos e minha esposa.
- Então, toda noite, eu deixo os meus problemas nesta Árvore quando chego em casa, e os pego no dia seguinte.
- E você quer saber de uma coisa?
- Toda manhã, quando eu volto para buscar os meus problemas, eles não são nem metade do que eu me lembro de ter deixado na noite anterior.
(Desconheço o Autor)
:: Postado por
Clau
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12h14 AM
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Não te amo mais – Clarisse Lispector
Esse texto é fantástico, leiam de cima para baixo e de baixo para cima

Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade É tarde demais...

:: Postado por
Clau
às
12h21 AM
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Matar as saudades...

Ultimamente, ando pensando muito nesse termo tão comum em
nossa linguagem cotidiana: matar saudades.
A gente não mata saudades, pelo menos não deveria. Depois que
fiquei sabendo que existe um pássaro e uma planta que também
levam esse nome, aí então é que fiquei mais receosa de estar
sendo ecologicamente incorreta.
Saudade é para ser sentida e curtida como vinagrete. Para ser
uma saudade verdadeira, ela tem de ser duradoura e perene
como diria um cantor da década de 30.
Mas, saudade é isso mesmo, um sentimento brega, uma canção
nostálgica, um almanaque do amigo-da-onça, lembram?
Mas, pensando bem saudade também pode ter um gosto de
Pasquim. Que saudades da Leila Diniz!
Eu sinto saudades de tudo. De odores, lugares, amigos de
trabalhos anteriores, do gosto do sorvete de pistache, maçã
do amor, de alguns beijos e até de mim mesmo.
Saudade transformada em imagem é um navio enorme no começo. E
com o passar do tempo vai se transformando em uma jangada,
mas a gente nunca deixa de vê-la no horizonte.
Saudade é insistente como pernilongo em dia de calor, resiste
ao remédio, às chineladas, ao jornal, mas não se deve matá-la
não!
A vantagem de não se matar a saudade, além de estar
garantindo a preservação da espécie, é que a gente sempre
pode contar com a companhia dela. Isso sem mencionar que
quando matamos uma saudade estamos matando um pouquinho de
nós mesmos e tudo o mais que esteja envolvido com a própria.
Por isso sou adepto da liberdade total para a saudade. Ela
deve poder exercer seu direito legítimo de ir e vir quando
quiser e entrar e sair do peito como os pássaros migrantes.
Acho mesmo que vou instituir direitos humanos para a saudade.
Se saudade tivesse cor, seria azul. Não aquele azul chinfrim,
desbotado de calça jeans! Seria azul como alma de anjo. Seria
aquele azul da famosa piscina da Gal Costa, que possuía uma
boca enorme desenhada no fundo. A saudade nas crianças
pequenas é convertida em lágrima, choro sentido mesmo. Elas
não desejam matar a saudade, só amenizá-la em um colo
aconchegante, de preferência naquele que pertença ao objeto
dessa saudade. Isso me faz lembrar das saudades que sentimos
das carícias de quem amamos. Dá para matar essa saudadezinha
tão gostosa?
Se saudade tivesse uma estação própria seria o Outono ou a
Estação da Luz em São Paulo, antes da reforma.
Mas uma coisa eu devo admitir, que a danada da saudade rouba
nossa paz, lá isso rouba!
Parece uma fome que não passa, uma dor sem lugar fixo, o
outono dentro dos olhos...
Mas, saudade não é para ser matada. Saudade é para ser
suavizada, amenizada, saciada e às vezes embalada. Hoje
carrego a bandeira da preservação da saudade. Que seria dos
compositores e poetas sem ela?
A saudade deve ser como uma estrela muito brilhante em nossas
vidas, à noite nos impressiona e quase sufoca com seu brilho
e de dia desaparece só para nos deixar com um pouco de
saudades...
Se saudade fosse música, teria uma boa representação na
canção do Djavan que diz "um dia frio, um bom lugar pra ler
um livro. O pensamento lá em você, pois sem você eu não
vivo..."
Leila Barros
:: Postado por
Clau
às
12h21 PM
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Quando a mágoa em toda plenitude me atacar
E eu tentar dominá-la com o coração cheio de brandura,
Terei paz.
Quando a ingratidão acercar-se de mim atiçando revolta
E eu parar um pouco, compreender e combatê-la com ternura,
Terei paz. 
Quando a inveja e o sofrimento baterem na janela da minha vida e eu não mais escutar,
Com certeza terei paz.
Quando o orgulho e o egoísmo insistirem em me acompanhar
e eu tiver escolhido o amor como companheiro,
Terei imensa paz.
A doce paz é uma estrada de renúncia e persistência, 
dependendo unicamente do viajante a sua conquista,
Então...
Quando serei um homem de paz?
Por certo...
Quando eu me vencer.
Nando Cordel
:: Postado por
Clau
às
02h10 AM
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